Como Fazer RIT — Relatório de Impacto de Trânsito

Estudo técnico de impacto viário para polos geradores de tráfego conforme exigências do CTB, CET-SP e EMDEC Campinas. Contagem volumétrica, simulações de tráfego e proposição de melhorias viárias.

Estudo técnico de impacto viário para polos geradores de tráfego conforme exigências do CTB, CET-SP e EMDEC Campinas. Contagem volumétrica, simulações de tráfego e proposição de melhorias viárias.

Neste guia, a equipe técnica da Cruzeiro Engenharia — 36 anos de experiência e mais de 5.000 projetos entregues em São Paulo, Campinas e todo o estado — explica como realizar o serviço de RIT — Impacto de Trânsito de forma técnica, conforme a legislação vigente, evitando retrabalho e problemas com os órgãos fiscalizadores.

Quem precisa deste serviço

  • Empreendedores em projetos comerciais (acima de 200 m² em SP)
  • Construtoras em incorporações imobiliárias
  • Empreendedores em hotéis, hospitais, escolas, shopping
  • Operadores logísticos em CDs e galpões com fluxo de caminhões
  • Empreendedores em centros esportivos e estádios
  • Empresas em construção de sedes corporativas grandes
  • Empreendimentos em rodovias (postos, restaurantes, hotéis)
  • Empreendimentos em zonas urbanas com tráfego saturado

Base normativa

  • Lei Federal nº 9.503/1997 (CTB — Código de Trânsito Brasileiro)
  • Lei Municipal SP nº 16.642/2017 (PGT) e Decreto nº 57.776/2017
  • Lei Municipal Campinas nº 14.000/2010 e nº 16.000/2024
  • Manuais técnicos CET-SP, EMDEC, ARTESP, DERSA
  • ITE — Institute of Transportation Engineers (Trip Generation Manual)
  • Resolução CONTRAN nº 304/2008 (sinalização horizontal) e nº 666/2017

O que compõe o serviço

Contagem volumétrica

Levantamento de tráfego nas vias do entorno do empreendimento: contagem de veículos por hora em pontos estratégicos (em geral 3-7 dias, em diferentes horários), identificação de horário de pico, classificação por tipo (carro, moto, caminhão, ônibus).

Geração de viagens estimada

Cálculo da quantidade de viagens (entradas e saídas de veículos) que o empreendimento gerará, conforme metodologia ITE — Institute of Transportation Engineers ou parâmetros locais (CET-SP). Diferenciação por horário.

Análise da capacidade viária

Avaliação da capacidade atual das vias e cruzamentos do entorno vs demanda atual + adicional do empreendimento. Identificação de eventuais gargalos viários, pontos de saturação, conflitos.

Simulação de tráfego

Em projetos médios e grandes: simulação computacional de tráfego (software como Vissim, Synchro, AIMSUN) representando o fluxo atual + adicional do empreendimento, identificando impactos detalhados em cada cruzamento.

Propostas de melhorias viárias

Para impactos identificados: proposta de melhorias — alargamento de via, instalação ou reprogramação de semáforos, implantação de faixa exclusiva (de aceleração/desaceleração no acesso), eventual reconfiguração de cruzamento.

Documento técnico final

RIT completo (40-200 páginas) com diagnóstico, geração de viagens, análise de impacto, simulações, propostas de melhorias, ART CREA. Protocolado na Prefeitura/CET-SP/EMDEC para análise.

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A Cruzeiro Engenharia elabora RIT — Impacto de Trânsito para empreendimentos em todo o estado de São Paulo. Orçamento gratuito e sem compromisso.

Perguntas Frequentes

Cálculo conforme metodologia internacional ITE (Trip Generation Manual) adaptada à realidade brasileira: (1) Identificação do TIPO DE EMPREENDIMENTO (categoria ITE: Office Building, Shopping Center, Hotel, Hospital, Industrial, Apartments, etc.); (2) Aplicação de PARÂMETROS para cada categoria — em geral viagens/dia ou viagens/hora-pico por unidade característica (m², número de unidades, leitos, vagas, etc.); (3) Exemplos típicos: (a) Office Building (escritório) — 11 viagens/100 m²/dia em geral, 1,5 viagens/100 m² na hora-pico (manhã ou tarde); (b) Shopping Center — 80-150 viagens/100 m²/dia, 8-15 viagens/100 m² na hora-pico (sábado tarde); (c) Hotel 4-5 estrelas — 8 viagens/quarto/dia; (d) Hospital — 20 viagens/leito/dia; (e) Apartments — 4-6 viagens/unidade/dia, 0,5-1 viagem/unidade na hora-pico; (f) Restaurante grande — 90 viagens/100 m²/dia (pico no almoço); (g) Industrial Park — 4 viagens/100 m²/dia; (h) Centro de Distribuição — 1-3 viagens de caminhões/100 m²/dia + 5-15 viagens de funcionários. Adicionalmente: cada VIAGEM se DESDOBRA em ENTRADA (vai para empreendimento) e SAÍDA (volta) — geração de viagens é em geral viagens BIDIRECIONAIS. Multiplicador de presença: pelo menos 2 (uma entrada + uma saída por viagem). EXEMPLO PRÁTICO: shopping center de 30.000 m² (área comercial) gera ≈ 30.000 viagens/dia, 3.000 viagens na hora-pico (sábado tarde) = ≈ 1.500 carros entrando + 1.500 saindo no horário-pico. Comparado com a capacidade da via principal (2.000-3.000 carros/h em via arterial), o impacto é SIGNIFICATIVO. Cálculos adequados são fundamentais para identificar com precisão os impactos e dimensionar as melhorias necessárias.

Contagem volumétrica de tráfego é levantamento de campo com metodologia rigorosa: (1) DEFINIÇÃO DOS PONTOS — em torno de 5-15 pontos no entorno do empreendimento, abrangendo: vias principais de acesso, cruzamentos críticos, vias secundárias afetadas; (2) PERÍODO DE CONTAGEM — em geral 3-7 dias para ter representatividade. Diferentes dias da semana (segunda-quarta-sexta + sábado), em diferentes horários (pico manhã 7-9h, almoço 11-14h, pico tarde 17-19h, noturno 22-24h se relevante); (3) MÉTODOS de contagem: (a) MANUAL — observador no local com clicker eletrônico, contando cada veículo por categoria. Mais barato, menos preciso, requer pessoal; (b) DETECTORES eletrônicos — sensores instalados na via que contam veículos automaticamente. Mais caro, mais preciso, sem necessidade de pessoal contínuo; (c) CÂMERAS de vídeo — gravação contínua com análise posterior por algoritmos de visão computacional. Bom para estudos detalhados; (d) APP móvel — em alguns casos para contagens curtas; (4) CLASSIFICAÇÃO por TIPO — separação por: automóvel, motocicleta, caminhão pequeno, caminhão grande, ônibus. Diferentes veículos têm equivalências diferentes (caminhão grande = 2,5 automóveis em capacidade); (5) HORÁRIOS DE PICO — identificação dos horários de maior fluxo, base para o dimensionamento da capacidade necessária. Custo da contagem volumétrica: R$ 5.000-30.000 conforme número de pontos, dias e métodos. Em projetos GRANDES com muitos pontos: pode chegar a R$ 50.000-100.000.

Necessária em empreendimentos grandes em vias arteriais ou rodovias para evitar conflito com tráfego de passagem. (1) FAIXA DE ACELERAÇÃO — paralela à via principal, permite que veículo SAIA do empreendimento e ganhe velocidade antes de entrar no fluxo principal. Comprimento típico: 80-200 m conforme velocidade da via; (2) FAIXA DE DESACELERAÇÃO — paralela à via principal, permite que veículo do fluxo PRINCIPAL desacelere e ENTRE no empreendimento sem afetar o tráfego de passagem. Comprimento similar; (3) FAIXA DE ALARGAMENTO no cruzamento — para empreendimentos com acesso por cruzamento secundário, alargamento da via principal próximo ao cruzamento para evitar congestionamento; (4) PISTA DE RETORNO — em rodovias, eventual pista de retorno em U para acessar o empreendimento do lado oposto; (5) BOLSÃO DE ESPERA — área para veículos que aguardam atendimento (em postos, drive-thrus, lava-rápidos), evitando que fila se prolongue na via. EXIGÊNCIAS específicas em SP: para empreendimentos com geração superior a 500 viagens/hora-pico em vias arteriais (em geral PGT médio ou pleno). Em rodovias: anuência da CONCESSIONÁRIA (Ecorodovias, CCR, Arteris) ou DERSA + DNIT. CUSTO DAS FAIXAS — pago pelo empreendedor, em geral R$ 200.000-2.000.000 conforme extensão e complexidade. Em alguns casos, contribuição financeira para o Departamento de Engenharia Pública. Faixas exclusivas são MEDIDAS MITIGADORAS típicas em RIT/EIV de empreendimentos grandes.

Instalação ou reprogramação de semáforos é frequente em mitigações do RIT. (1) Instalação NOVA de semáforo — quando o empreendimento gera fluxo significativo em cruzamento atualmente sem controle. Exigências do CONTRAN: volume mínimo de veículos por hora em ambas as vias; histórico de acidentes; vulnerabilidade da população (escola, hospital próximo); (2) REPROGRAMAÇÃO de semáforo existente — adaptação do plano de tempos do semáforo para acomodar o tráfego adicional do empreendimento. Em geral aumenta tempo verde da via principal; (3) SEMÁFORO INTELIGENTE — em locais com tráfego variável, semáforo com sensores que adapta tempos em tempo real conforme demanda; (4) COORDENAÇÃO de semáforos — em vias com vários semáforos, coordenação dos tempos para criar 'onda verde' (carros andando em série pelos sinais); (5) CONTROLE EM HORÁRIO ESPECÍFICO — semáforo programado para operar de forma diferenciada em horários de pico vs fora de pico vs final de semana. Em SP, instalação de novo semáforo requer aprovação da CET — Companhia de Engenharia de Tráfego. Custo: R$ 80.000-300.000 por semáforo (incluindo cabos, controlador, postes, instalação). Em geral pago pelo empreendedor como medida mitigadora obrigatória do RIT/EIV. Coordenação de semáforos: custo menor (R$ 20.000-60.000 por programação ajustada). Após instalação: manutenção pela Prefeitura/CET (sem custo adicional para o empreendedor).

Sim. Empreendimentos em rodovias (federais ou estaduais) têm exigências adicionais cumulativas: (1) ANUÊNCIA DA CONCESSIONÁRIA — em rodovias concessionadas (em SP: CCR, Ecorodovias, Arteris; em SP estaduais: ARTESP) — anuência específica para o ponto de acesso, com pagamento de taxa; (2) PROJETOS específicos da concessionária — padrões próprios para sinalização, faixas de aceleração/desaceleração, recuos. Em geral mais rigorosos que em vias urbanas; (3) AET — Autorização Especial de Trânsito — em algumas situações com cargas indivisíveis ou eventos; (4) NORMA DE INTERSEÇÕES — em rodovias federais, NORMA DNIT ou ARTESP estabelece padrões para acessos: (a) Acessos com tráfego pequeno: pode ser apenas faixa de aceleração + recuo; (b) Acessos com tráfego médio: faixa de aceleração + faixa de desaceleração; (c) Acessos com tráfego grande: pista marginal completa, eventual rotatória ou trevo; (5) DISTÂNCIA mínima entre acessos — em rodovias, mínimo de 500-1500 m entre acessos para garantir segurança; (6) VELOCIDADE da rodovia influencia comprimentos (rodovia 110 km/h: faixas mais longas que rodovia 60 km/h). EMPREENDIMENTOS típicos em rodovias: postos de combustíveis, restaurantes (com acesso direto), hotéis, lojas grandes, indústrias. CUSTOS adicionais: anuência da concessionária (R$ 50.000-300.000 conforme rodovia), eventual pagamento de melhorias da rodovia (R$ 200.000-5.000.000 em casos grandes), projetos específicos com custo 30-50% maior que em vias urbanas. Em SP, ARTESP centraliza autorizações em rodovias estaduais; em federais via DNIT.

Sim, CDs têm características que afetam o RIT: (1) FLUXO DE CAMINHÕES grandes (semirreboques, carretas) — diferente de carros pequenos. Cada caminhão equivale a 2,5-3 carros em capacidade viária; (2) FLUXO CONCENTRADO em horários específicos — em geral picos de manhã (saída de caminhões) e tarde (chegada). Em CDs com operação noturna: pico noturno (fim do horário comercial); (3) ENTRADAS E SAÍDAS pesadas — com acesso requerendo manobra de raio de giro mínimo 13 m, área de espera para caminhões (não na via pública), zona de descarga ampla; (4) TRÁFEGO ATRAÍDO em padrão 'caminhões grandes em horário concentrado' — pode causar SOBRECARGA pontual mesmo em vias com capacidade média geral; (5) IMPACTO no entorno — caminhões geram mais ruído e emissões que carros, afetando residências próximas. Cálculo de geração de viagens: ITE estima 1-3 viagens de caminhões/100 m²/dia + 5-15 viagens de funcionários (carros). Para CD de 10.000 m²: 100-300 viagens de caminhão/dia + 500-1500 viagens de carros funcionários. Concentração no pico: 30-100 caminhões/h. Em CRUZAMENTOS próximos: pode causar SATURAÇÃO completa em hora-pico. Mitigações típicas em CDs: (a) Acesso DEDICADO para caminhões (não compartilhado com carros funcionários); (b) Faixa exclusiva de acesso na via principal; (c) Área de ESPERA interna (zona de pré-pesagem); (d) DECISÕES sobre HORÁRIOS DE OPERAÇÃO com restrições (proibido descarregamento em horário-pico em algumas zonas).

Cronograma e custos: (1) RIT SIMPLIFICADO (PGT pequeno, 200-500 m²): elaboração 30-60 dias, custo R$ 15.000-35.000; (2) RIT MÉDIO (PGT médio, 500-1.500 m²): elaboração 45-90 dias, custo R$ 35.000-80.000 incluindo contagem volumétrica em mais pontos, simulação computacional básica; (3) RIT DETALHADO (PGT pleno, acima de 1.500 m²): elaboração 60-150 dias, custo R$ 80.000-200.000 incluindo contagem extensa, simulação avançada (Vissim/Synchro), análise de múltiplos cenários, propostas de melhorias detalhadas; (4) RIT em RODOVIAS (com anuência de concessionária): elaboração 90-180 dias, custo R$ 100.000-300.000 incluindo análise específica das normas da rodovia + projeto de faixas de aceleração/desaceleração; (5) RIT para MEGA empreendimentos (shopping center, hospital de 500+ leitos, estádio): elaboração 120-240 dias, custo R$ 200.000-600.000 com equipe multidisciplinar, simulações múltiplas, audiências públicas. ANÁLISE pela CET-SP, EMDEC ou órgão competente: 60-180 dias. APROVAÇÃO E LIBERAÇÃO: 30-60 dias adicionais. Total RIT do contrato à aprovação: 6-18 meses dependendo da complexidade. Os valores cobrem honorários técnicos da equipe de engenharia de tráfego, contagem volumétrica, simulação, ART CREA, processo na Prefeitura/CET. NÃO incluem: execução das melhorias propostas (semáforos R$ 80.000-300.000 cada, faixas R$ 200.000-2.000.000), eventual contribuição ao Fundurb. Solicite orçamento detalhado pelo WhatsApp informando: tipo de empreendimento, porte, localização (zona urbana ou rodovia), uso pretendido.

Sim, frequentemente. Em projetos médios e grandes em SP, o RIT é PARTE INTEGRANTE do EIV (capítulo de impacto viário). Vantagens da integração: (1) ANÁLISE coordenada — impacto viário avaliado em conjunto com outros impactos urbanísticos (sombreamento, ventilação, demanda por serviços); (2) MEDIDAS MITIGADORAS otimizadas — combinação de mitigações viárias + outras (paisagismo, isolamento acústico, etc.) integradas em pacote único; (3) APRESENTAÇÃO unificada — em audiência pública, apresentação coordenada evita repetição e clareza para a comunidade; (4) APROVAÇÃO simultânea — análise pela Prefeitura coordenada (CET + Subprefeitura + outras secretarias); (5) ECONOMIA — equipe técnica única para EIV completo é mais econômica que RIT + EIV separados. Em projetos pequenos/médios pode haver apenas RIT (sem EIV completo) — para PGT pequeno em SP, por exemplo. Em projetos grandes (PGT pleno) e empreendimentos especiais: EIV completo INCLUI RIT detalhado + outros estudos. Honorários: EIV simplificado/médio inclui RIT integrado (R$ 30.000-180.000); EIV completo separa o RIT detalhado (R$ 200.000-800.000 total). A Cruzeiro Engenharia atua tanto em RIT isolado quanto em EIV integrado, conforme exigência do projeto.

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