Como Fazer PGR — Programa de Gerenciamento de Riscos

Elaboração completa do PGR conforme NR-1 (revisão 2020) e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO): inventário de riscos, plano de ação, integração com eSocial. Obrigatório para todas as empresas com empregados CLT.

Elaboração completa do PGR conforme NR-1 (revisão 2020) e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO): inventário de riscos, plano de ação, integração com eSocial. Obrigatório para todas as empresas com empregados CLT.

Neste guia, a equipe técnica da Cruzeiro Engenharia — 36 anos de experiência e mais de 5.000 projetos entregues em São Paulo, Campinas e todo o estado — explica como realizar o serviço de PGR — Gerenciamento de Riscos de forma técnica, conforme a legislação vigente, evitando retrabalho e problemas com os órgãos fiscalizadores.

Quem precisa deste serviço

  • Todas as empresas com empregados CLT (exceto MEI)
  • Indústrias de qualquer segmento e porte
  • Empresas de comércio e serviços com riscos ocupacionais
  • Construtoras e empresas de construção civil
  • Empresas em adequação à transição PPRA → PGR (NR-1 revisada)
  • Empresas em ações trabalhistas por insalubridade/periculosidade
  • Empresas em fiscalização do MTE
  • Multinacionais em adequação a padrões internacionais

Base normativa

  • NR-1 (Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais — revisão 2020)
  • NR-7 (PCMSO) e NR-9 (PPRA — em transição)
  • NR-15 (insalubridade), NR-16 (periculosidade), NR-17 (ergonomia)
  • Lei Federal nº 6.514/1977 (segurança e medicina do trabalho)
  • eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações)
  • Convenções OIT — ratificadas pelo Brasil

O que compõe o serviço

Inventário de riscos por setor

Identificação sistemática de TODOS os riscos ocupacionais por setor e função: físicos (ruído, calor, frio, vibrações, radiações), químicos (gases, vapores, poeiras), biológicos (microorganismos), ergonômicos (postura, esforço repetitivo, levantamento), mecânicos (máquinas, ferramentas), psicossociais (assédio, stress).

Avaliação quantitativa

Medição dos riscos quantificáveis com equipamentos calibrados: dosímetro de ruído (NR-15), termômetros IBUTG para calor, bombas amostradoras químicas, avaliação ergonômica (RULA, REBA, NIOSH), comparação com Limites de Tolerância da NR-15.

Plano de ação prioritário

Para cada risco identificado: medidas de controle hierarquizadas (NR-1 art. 1.5.1.4): (1) eliminação do risco; (2) substituição por algo menos perigoso; (3) controles de engenharia (sistemas técnicos); (4) controles administrativos (procedimentos); (5) EPI como última instância.

Documentação no eSocial

Integração das informações de riscos no eSocial: cadastramento dos eventos S-2240 (Condições Ambientais do Trabalho — Agentes Nocivos) por funcionário e por exposição. Atualização contínua conforme alterações.

Treinamento da NR-1 e demais NRs

Capacitação dos trabalhadores em: NR-1 básico (carga horária 2h, todos), NRs específicas conforme função (NR-10 eletricidade 40h, NR-12 máquinas 8h, NR-33 espaços confinados 16h, NR-35 altura 8h, etc.).

Atualização anual e gestão

PGR atualizado ANUALMENTE conforme NR-1 ou em mudanças significativas (novos processos, equipamentos, postos). Acompanhamento contínuo da implementação das medidas de controle, registro de eventos.

Precisa de PGR — Gerenciamento de Riscos?

A Cruzeiro Engenharia elabora PGR — Gerenciamento de Riscos para empreendimentos em todo o estado de São Paulo. Orçamento gratuito e sem compromisso.

Perguntas Frequentes

Conforme NR-1 (revisada em 2020 com transição até 2022): TODAS as empresas com empregados CLT, INDEPENDENTE de porte ou atividade, exceto: (1) MEI — Microempreendedor Individual sem empregados; (2) Empregador doméstico (relação trabalhista doméstica). Todas as demais — micro, pequenas, médias, grandes empresas, indústrias, comércios, serviços, construção civil, agropecuária, transporte, saúde, educação, etc. — devem ter PGR atualizado. GRADAÇÃO de complexidade conforme porte e Grau de Risco: (a) MICROEMPRESAS (até 19 empregados) com Grau de Risco baixo (1 ou 2): PGR SIMPLIFICADO permitido pela NR-1 — pode ser elaborado pelo próprio empregador conforme orientação técnica do MTE; (b) PEQUENAS EMPRESAS (20-99) ou Grau de Risco 3-4: PGR ESTRUTURADO por profissional habilitado (engenheiro de segurança ou médico do trabalho); (c) MÉDIAS E GRANDES EMPRESAS: PGR DETALHADO com avaliações quantitativas, programa de monitoramento, indicadores. Em qualquer caso, o RESPONSÁVEL TÉCNICO deve ter inscrição CREA/CRM ativa. Multa por ausência ou inadequação: R$ 5.000-300.000 (Decreto nº 4.552/2002). Em caso de acidente, responsabilidade civil e criminal. Em fiscalizações trabalhistas, PGR é o primeiro documento solicitado. Investimento em PGR é OBRIGAÇÃO LEGAL e PROTEÇÃO JURÍDICA.

A NR-1 revisada em 2020 substituiu o PPRA da antiga NR-9 pelo PGR mais abrangente. Diferenças principais: (1) ABRANGÊNCIA — PPRA: focado em RISCOS AMBIENTAIS (físicos, químicos, biológicos). PGR: AMPLIADO para incluir também ergonômicos, mecânicos e psicossociais; (2) HIERARQUIA — PPRA: enfase em medidas administrativas e EPIs. PGR: hierarquia explícita das medidas de controle (eliminação > substituição > engenharia > administrativas > EPI), priorizando soluções no fonte; (3) GERENCIAMENTO — PPRA: documento estático elaborado anualmente. PGR: SISTEMA DE GESTÃO contínuo, com integração de outros programas (PCMSO, treinamentos, EPIs); (4) eSOCIAL — PGR: integração obrigatória com eSocial (eventos S-2240). PPRA: não tinha integração; (5) FILOSOFIA — PPRA: cumprimento de normas. PGR: gestão de riscos com prevenção contínua; (6) DOCUMENTAÇÃO — PGR exige: Inventário de Riscos (atualizado), Plano de Ação (rastreável), análise das medidas adotadas, indicadores; (7) RESPONSÁVEL TÉCNICO — PGR: profissional habilitado conforme NR-1 (engenheiro de segurança ou médico do trabalho). Transição: empresas tinham até janeiro de 2022 para migrar do PPRA para PGR. Atualmente todas as novas empresas e revisões devem ser em PGR. Custos: PGR em geral 30-60% MAIOR que PPRA equivalente devido à maior abrangência e complexidade. Mas implementação BEM FEITA gera benefícios reais (menos acidentes, menos absenteísmo, melhor produtividade, conformidade).

eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) exige cadastramento das informações de SST (Saúde e Segurança do Trabalho) desde 2019. Eventos relacionados: (1) S-2210 — Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) — obrigatório em até 1 dia útil após acidente; (2) S-2220 — Monitoramento da Saúde do Trabalhador — atualizado conforme PCMSO; (3) S-2240 — Condições Ambientais do Trabalho (Agentes Nocivos) — atualizado conforme PGR. Por funcionário, descreve a exposição a cada agente nocivo (físico, químico, biológico, ergonômico) com: identificação do agente, intensidade ou concentração, tempo de exposição, medidas de controle adotadas (técnicas, administrativas, EPI), responsável técnico pela avaliação. Cadastramento INICIAL no momento da admissão; ATUALIZAÇÃO em mudança de função ou de exposição; ENCERRAMENTO na demissão. Em CASO de aposentadoria especial ou benefícios por agentes nocivos: dados do S-2240 são base para análise pelo INSS. Sem cadastramento adequado: trabalhador pode ter aposentadoria especial NEGADA mesmo com exposição efetiva — empresa responsabilizada por perdas do trabalhador. Multa por ausência ou erro: R$ 5.000-30.000 por evento. Implementação requer integração entre PGR (engenheiro de segurança), RH (cadastro), TI (sistema), Financeiro (eventos integrados). Custo de implementação inicial: R$ 8.000-50.000 conforme porte. Manutenção: parte do contrato de PGR (atualização contínua).

A NR-1 incluiu RISCOS PSICOSSOCIAIS no escopo do PGR — fator antes negligenciado. Conceito: riscos relacionados a aspectos psicológicos do trabalho que podem afetar saúde mental e bem-estar. Categorias principais: (1) ASSÉDIO MORAL — humilhações, exposição vexatória, exclusão sistemática, abuso de poder. Em SP, aumento exponencial de ações trabalhistas por assédio (R$ 5.000-200.000 por caso); (2) ASSÉDIO SEXUAL — atos de natureza sexual indesejados (verbais, físicos), com responsabilidade da empresa em prevenir; (3) STRESS OCUPACIONAL — sobrecarga de demanda, prazos irrealistas, conflitos crônicos com colegas, falta de reconhecimento; (4) BURNOUT — síndrome de esgotamento profissional (CID-11), com sintomas característicos; (5) DISCRIMINAÇÃO — por gênero, raça, religião, orientação sexual, idade, deficiência; (6) VIOLÊNCIA NO TRABALHO — agressão verbal ou física por clientes, colegas, terceiros. Avaliação: (a) Análise documental — reclamações no canal interno, processos trabalhistas, afastamentos por saúde mental, alta rotatividade em setores específicos; (b) Pesquisa de clima organizacional — questionários anônimos para funcionários sobre satisfação, percepção de violência, qualidade da liderança; (c) Entrevistas individuais com funcionários e gestores; (d) Análise de absenteísmo e turnover por setor. Medidas de controle: (i) Política antiassédio com canal de denúncia; (ii) Treinamento de gestores em liderança humanizada; (iii) Apoio psicológico (assistência especializada); (iv) Carga de trabalho equilibrada; (v) Cultura organizacional positiva. PGR deve documentar avaliação dos riscos psicossociais e plano de ação. Custo adicional ao PGR: 15-30% mais que PGR sem essa análise.

Construção civil tem PGR específico devido às características próprias do setor: (1) NR-18 — Segurança e Medicina do Trabalho na Indústria da Construção — norma específica com exigências cumulativas: PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), CIPA com configuração própria, brigada de incêndio adaptada, treinamentos NR-18 obrigatórios; (2) DINAMISMO da OBRA — riscos mudam constantemente conforme fase da obra (escavação → fundação → estrutura → alvenaria → acabamento). PGR/PCMAT deve refletir essa dinâmica com revisões a cada fase; (3) RISCOS ESPECÍFICOS dominantes: trabalho em altura (NR-35 obrigatória), eletricidade (NR-10), espaços confinados (NR-33), máquinas pesadas (NR-12), exposição a químicos (poeira de cimento, solventes), poeira de sílica em demolição/cortes; (4) ROTATIVIDADE elevada — alta entrada e saída de funcionários, treinamentos constantes; (5) TERCEIRIZAÇÃO frequente — empresa principal responde por subempreitadas; (6) ACIDENTES com fatalidade — construção civil tem alta taxa de acidentes graves (cerca de 200 mortes/ano em obras no Brasil); (7) FISCALIZAÇÃO frequente do MTE em canteiros. Documentos obrigatórios em obras: PCMAT (versão da NR-18 do PGR), PCMSO específico, ASOs em dia, treinamentos NR-18 + NR-35 + NR-10 + NR-12 + NR-33 conforme funções, EPIs adequados (capacete, cinto de segurança em altura, protetor auricular, óculos, calçado de segurança). Em obras com mais de 20 funcionários: CIPA específica. Custo do PCMAT para obra: R$ 8.000-30.000 + atualizações por fase (R$ 2.000-8.000 cada). Multa MTE por inadequação em construção: R$ 30.000-1.500.000.

Sim, em geral é vendido como pacote integrado. Componentes: (1) PGR — diagnóstico, plano de ação, atualizações; (2) PCMSO — programa médico ocupacional (parceria com médico do trabalho); (3) TREINAMENTOS obrigatórios — NR-1 (carga horária 2h, todos), NR-5 (CIPA), NR-6 (EPI), NR-10 (eletricidade), NR-11 (transporte de cargas), NR-12 (máquinas), NR-13 (caldeiras), NR-15 (insalubridade), NR-17 (ergonomia), NR-18 (construção), NR-23 (incêndio + brigada), NR-32 (saúde), NR-33 (espaços confinados), NR-35 (altura), NR-36 (frigoríficos); (4) FORNECIMENTO DE EPIs — em geral via empresa especializada parceira; (5) EQUIPAMENTOS de proteção coletiva — instalação e manutenção (sistemas de exaustão, isolamento acústico, sinalização); (6) ASSESSORIA CONTÍNUA — visita técnica mensal/trimestral, atualização documental, presença em fiscalizações, atendimento em emergências, acidentes ou autuações. Pacote integrado oferece economia de 20-40% comparado à contratação separada de cada serviço, além de coordenação técnica unificada. Custos típicos do pacote integrado anual: empresa pequena (até 50 funcionários): R$ 25.000-60.000/ano; média (50-200 funcionários): R$ 60.000-180.000/ano; grande (200-1.000 funcionários): R$ 180.000-500.000/ano; muito grande (acima de 1.000 funcionários): R$ 500.000-2.000.000+/ano. Inclui: PGR/PCMAT atualizado, PCMSO em parceria com médico, treinamentos obrigatórios, ASOs em dia, eSocial atualizado, suporte permanente, presença em fiscalizações.

Sim, em duas dimensões: (1) PREVENÇÃO — empresa com PGR bem implementado tem 70-90% MENOS acidentes que sem programa estruturado. ROI direto: redução de afastamentos, redução de prêmios de seguros (10-30% de desconto pela LOWAR — Lower Worker Accident Rate), aumento de produtividade. Investimento em PGR é AUTOFINANCIADO pela redução de perdas; (2) DEFESA jurídica em CASO de acidente apesar das medidas preventivas. A empresa pode comprovar: (a) PGR atualizado identificando o risco e medidas preventivas; (b) PCMSO em dia com ASO do funcionário comprovando aptidão; (c) Treinamentos obrigatórios cumpridos com listas de presença assinadas; (d) Fornecimento e fiscalização de EPI (atestados, registros); (e) Investigação das causas do acidente com plano de ação para evitar recorrência. Sem essa documentação, empresa enfrenta: (i) MULTA MTE pesada (R$ 30.000-1.500.000); (ii) INDENIZAÇÃO ao trabalhador ou família (R$ 50.000-5.000.000+ conforme gravidade); (iii) RESPONSABILIDADE CRIMINAL do empregador (CP arts. 121 culposo, 132); (iv) Aumento de FAP (Fator Acidentário de Prevenção) — adicional sobre folha de pagamento até 6%; (v) Eventual INTERDIÇÃO da empresa pelo MTE. Em acidentes catastróficos: responsabilização CRIMINAL de gestores (Brumadinho, Mariana, etc.). Em ações trabalhistas individuais: trabalhadores ganham frequentemente quando empresa não tem documentação adequada de prevenção. PGR é INVESTIMENTO em prevenção REAL e PROTEÇÃO JURÍDICA documentada.

Os valores variam conforme porte e complexidade: (1) MICROEMPRESA (até 19 funcionários, Grau de Risco baixo) PGR SIMPLIFICADO: R$ 3.000-8.000 (elaboração inicial) + R$ 1.000-3.000/ano (atualização anual); (2) PEQUENA EMPRESA (20-49 funcionários) PGR ESTRUTURADO: R$ 8.000-20.000 inicial + R$ 3.000-8.000/ano; (3) MÉDIA EMPRESA (50-249 funcionários) PGR DETALHADO: R$ 20.000-60.000 inicial + R$ 8.000-25.000/ano; (4) GRANDE EMPRESA (250-999 funcionários): R$ 60.000-200.000 inicial + R$ 25.000-80.000/ano; (5) MUITO GRANDE EMPRESA (acima de 1.000 funcionários): R$ 200.000-1.000.000 inicial + R$ 80.000-400.000/ano. Em INDÚSTRIAS de ALTO RISCO (químicas, mineração, petroquímica, frigoríficos): valores 30-80% MAIORES. Em CONSTRUÇÃO CIVIL (PCMAT específico): R$ 8.000-30.000 por obra + atualizações. Treinamentos NRs (vendidos por turma): NR-10 básico R$ 2.500-5.000 (turma 15-25 pessoas); NR-35 R$ 1.500-3.500; NR-12 R$ 2.000-4.500; CIPA R$ 3.000-8.000; Brigada R$ 4.500-12.000. Reciclagem anual com 50% do valor inicial. PCMSO (médico do trabalho): R$ 100-400 por funcionário/ano para exames básicos. Solicite orçamento detalhado pelo WhatsApp informando: atividade da empresa, número de funcionários, Grau de Risco (consulta ao CNAE), porte físico das instalações, eventual presença de riscos específicos (caldeira, química, altura, etc.).

Solicite um Orçamento Gratuito

Preencha o formulário e receba uma proposta personalizada em até 24h úteis.

Seus dados estão seguros. Responderemos pelo WhatsApp em até 24h úteis.

FAQs Relacionados

Outras dúvidas frequentes que podem te ajudar.

Cruzeiro Engenharia — Orçamento gratuito e sem compromisso
(11) 95982-0941 WhatsApp Solicite Orçamento
Fale conosco! Respondemos em minutos.
Ligar WhatsApp Orçamento